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segunda-feira, 27 de abril de 2015

A Sociedade Quântica – uma apropriação holística dos Novos Paradigmas


A Ciência mudou! E nestes novos horizontes –como admitem os próprios cientistas-, há lugar novamente para as coisas do espírito.
Quando o Positivismo surgiu, a espiritualidade pouco pode fazer, senão reafirmar as “coisas do outro mundo” –através do Espiritismo, por exemplo-, até para demonstrar o interesse persistente das pessoas pelos valores da alma. O Positivismo ajudou a sustentar sistemas filosóficos e sociais, em complemento com o darwinismo e outras doutrinas afins.
Não tardou porém para as coisas avançar, a Ciência fez as suas autocríticas como cabe, e hoje contamos com possibilidades abertas para as coisas do espírito. Espiritualistas de renome trocam informações com cientistas famosos, e existem até sábios dedicados a ambos os campos anunciando as novas sínteses.



A Física Quântica abalou seriamente as certezas sobre o mundo que conhecemos. Na verdade, o princípio de incerteza (em função da chamada “dupla natureza da matéria” –isto é, onda e partícula) é que domina esta visão das coisas, assim como as teorias das probabilidades quânticas. Tudo o que experimentamos é meramente... provável! Estes paradigmas reabrem pois o campo do livre-arbítrio diante das opções cósmicas. A realidade do fóton impede as certezas “positivistas”, sutilizando a matéria, e isto pode ser sublime pois Deus não aprecia as definições restritivas.


Naturalmente, muito de tudo isto pode ser mal usado. A Mecânica Quântica está na base da evolução tecnológica do século XX, sendo utilizada para compor transistores, o laser, o relógio atômico e a computação, sendo usada na medicina, na indústria e para muitas outras atividades humanas, assim como na guerra, inclusive através da bomba atômica –e muita coisa mais está em vista.
A pior coisa que pode existir é entregar pólvora nas mãos de crianças. Pois é “exatamente” isto que acontece hoje quando pessoas despreparadas administram o Estado e a Ciência em tempos tão perigosos para a humanidade e para o próprio planeta.

Fazendo a outra parte



A Ciência Moderna é altamente cuidadosa para criar os seus experimentos em laboratórios; mas, em relação ao ser humano, será que ela toma os mesmos cuidados? À primeira vista não, já que um caos aparente impera na sociedade moderna- não fosse o fato de que quase tudo o que acontece de ruim é “criteriosamente” planejado pelas inteligentzias do sistema capitalista. Sabidamente, quase sempre que animais são usados como cobaias, se destina a ser aplicado aos seres humanos.


Porém, não é possível impedir diretamente os desrumos da humanidade; aquilo que pode ser feito é buscar os contrapontos, de modo que aos poucos as coisas possam ir mudando através do exemplo e do modelo, ciente também da oposição que isto poderá suscitar, coisa que até certo ponto pode demonstrar que nossas ações estão no caminho certo. Contudo, o bom combatente sabe desarmar o adversário e impedir que ele se aproprie dos nossos recursos e ferramentas. Uma tática importante é evitar entrar no terreno do inimigo, erro que os socialistas cometem demais. A verdadeira oposição ao que existe deve abrigar valores e procedimentos realmente distintos.
Se para as trevas os laboratórios são importantes, para a luz eles são ainda mais preciosos, à diferença de que se trata aqui de experimentos alquímicos. A grande diferença entre a Ciência Profana e a Ciência Sagrada, é que aquela olha para fora e esta olha para dentro –o que não significa meramente contemplar a vida, mas criar meios para que isto possa se socializar.


Não podemos, nem devemos, evitar a fé, mas cabe investir com todas as forças na síntese da Ciência espiritual. O mundo necessita superar as dicotomias históricas que o trouxeram até esta situação e nas quais ele ainda vive. Fé e ciência persistirão, quiçá atualizadas ou ajustadas, como propôs um São Francisco de um lado e um Einstein de outro lado.
Assim, o melhor investimento a fazer no Futuro, será através do fomento de um Novo Modelo de Humanidade, que poderá nascer através dos novos laboratórios sociais, onde se trate de cultivar o equilíbrio das coisas. O ser humano necessita aprender a utilizar objetivamente a energia em sua vida espiritual, de uma forma concentrada e poderosa, visando a iluminação.


Para este fim é que cabe reorganizar os Augustos Laboratórios Sociais, e promover a abertura das Escolas Iniciáticas para o mundo transformando os Mistérios uma vez mais em Instituições Áureas, como fez o Brahmanismo na Índia e várias outras sociedades. As lendas de Shambala e Agartha fazem alusão a isto, coisas que tem sido ademais objetivadas muitas vezes como correu na Macchu Picchu e outros tantos santuários semelhantes. Este será o primeiro grande passo, concreto e objetivo, em direção à Civilização Cósmica sonhada para a Nova Era.


Encerramos este trabalho citando, pois, um texto do grande divulgador dos Mistérios da Agartha no Ocidente, o Marquês Saint Yves d’Alveydre (1842-1909), sobre a “Ciência Iluminada” em "A Missão da Índia na Europa":

Oxalá que, em lugar de ser a serva da Anarquia governamental, a escrava da Força, o instrumento da ignorância, da iniquidade e da ruína pública de todas as nossas pátrias européias, a Ciência, levando de novo a tiara sobre a cabeça e o báculo na mão, subisse de novo às suas antigas cimas luminosas!

Sim, presidindo de novo as relações entre os povos, realizasse por fim o que os profetas de todas as Religiões lhe têm profetizado, que divino concerto reuniria de novo os membros ensangüentados da Humanidade!



Isto já não seria um Cristo na Cruz cobrindo toda a Terra, senão um Cristo glorioso refletindo todos os raios sagrados da Divindade, todas as artes, todas as ciências, todos os esplendores e todos os favores deste Espírito divino que iluminou o passado, e que através de dolorosas gestões, tende de novo a iluminar o futuro.

A economia pública, livre do peso espantoso do armamento e dos impostos, tocaria com sua varinha mágica todo o existente.

Veríamos então renascer o Egito antigo, com seus Mistérios purificados, Grécia no esplendor transfigurado de seus templos órficos, a nova Judéia, mais bela ainda que a de Davi e Salomão, a Caldéia de antes de Nemrod.




Então, tudo, do cume à base da organização humana, se renovaria; tudo se iluminaria e se conheceria, desde o fundo dos Céus até o forno imenso do centro de Terra.

E não existe mal intelectual, moral ou físico, a que a união das Faculdades docentes e a união positiva do Homem com a Divindade, não pudessem providenciar remédio seguro.

As vias santas da Geração seriam de novo descobertas, as da Vida santificada, as do Trânsito iluminadas por inefáveis consolos, adoráveis certezas; e a Humanidade inteira realizaria a palavra do Profeta deslumbrado pelos Mistérios da outra Vida: 'Oh , morte!, onde está o teu aguilhão?'



Leia também
- A Civilização Cósmica do Terceiro Milênio
Consciência Quântica
A flecha da evolução - em busca de uma - Sociologia Holística

Assista aos vídeos
Engenharia Cósmica - Parte 1: As Novas Redes de Transformação
Engenharia Cósmica - Parte 2: A Arte de Sonhar Juntos


Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.combr, Fone (51) 9861-5178

quinta-feira, 19 de março de 2015

A CIVILIZAÇÃO CÓSMICA DO TERCEIRO MILÊNIO


Por Luís A. W. Salvi*

Estamos entrando num tempo de grandes transformações planetárias, uma idade positiva onde nossas ações possuem resultados criativos e determinantes sobre o destino global. 
Vários destes novos conhecimentos a que somos convidados a estudar–ascensão, iluminação, almas-gêmeas, cura espiritual, sinarquia, etc.- são parte das instituições “oficiais” da Nova Era. Muita informação tem sido dada em torno destes saberes, permitindo estudos e experiências profundas.
Olhando em volta, porém, num mundo tão conturbado, pode parecer que as coisas ainda estão muito longe disto. Contudo, ao observarmos a Natureza, veremos que as mudanças não acontecem todas de uma vez e nem de uma hora para outra. A Natureza escolhe os recursos mais adequados para fazer renovar as coisas, às vezes de uma forma até bastante discreta e humilde...

O certo, porém, é que somos parte da mudança e ela é parte de nós. A novidade acontece sempre com nossa participação e conhecimento; a verdadeira mudança é aquela que acontece em nós mesmos.
Claro que as coisas externas também devem mudar, e no final descobrimos que este limiar entre interno e externo é apenas mais uma outra “maya” a superar. Por isto a peregrinação é tão importante na transformação do buscador: cada pegada deixada atrás, é como uma nova janela de oportunidades que se abre.
Ao falar da Nova Civilização,
devemos conhecer os mecanismos da iniciação coletiva. Aqui é onde somos chamados a praticar e a peregrinar grupalmente. As profecias da Nova Era apontam comumente o Brasil como o grande berço da Civilização do Futuro. Alguns fatores predisponentes: a. mistura racial; b. ampla territorialidade, c. situado nas Américas e no Hemisfério Sul. 
Com isto o Brasil também representa uma nação-em-movimento, seu território é um leito seguro para o fluxo cultural através dos séculos, quando as Capitais Federais mudam de região de tanto em tanto para dar lugar ao fomento pacífico de uma nova cultura social, enquanto que em outras partes do mundo tal coisa pode dar lugar a conflitos e a revoluções. A sabedoria do todo convida pois a seguir este fluxo.
Da mesma forma, devemos buscar caminhar em unidade, tratando de superar idiossincrasias e separatismos. As ideologias das novas nações são fraternais, espirituais e ambientalistas. Não há lugar para conflitos sociais entre nós, cabe apenas a defesa daquilo que é nosso, a proteção do nosso próprio quinhão.
Nossas culturas nativas inspiraram muitas vezes as utopias do Velho Mundo. Não precisamos de ideologias estranhas, parciais e separatistas, somente aquilo que contempla a beleza e unidade da vida pode atender ao todo pelo qual como nação emergente devemos aspirar, na suprema tarefa de afirmar a manifestação de um Novo Modelo de Humanidade.

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Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transiçãoplanetária.
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domingo, 8 de março de 2015

A ESCOLA INICIÁTICA: MATRIZ DA CIVILIZAÇÃO HOLÍSTICA

A Arca da Sabedoria das Idades como laboratório cultural da Idade de Ouro

Ainda que a perfeição da cultura humana se perca facilmente sob os véus da ignorância assim que a humanidade estabelece maiores poderes e autoconfiança ante o seu destino, a Escola Iniciática permanece todavia incólume como Arca de Sabedoria navegando através das águas da cultura-de-massas pelos milênios.Por esta razão o trabalho das ordens é valorizado pelas forças da luz, como a semente que aguarda sob o gelo do inverno até que desponte novamente a primavera da luz.
Os códigos iniciáticos guardam recursos capazes de compensar os desvios da educação e da corrupção social, para assim atualizar a consciência e recuperar os tempos perdidos.
Da mesma forma, as sucessivas iniciações possuem uma exata correspondência com todas as grandes estruturas culturais humanas, seja as raças-raízes ou as classes sociais, assim como as próprias faixas etárias da condição humana individual.Por esta razão, as iniciações também representam uma recapitulação da evolução humana em geral, e em todas as escalas de tempo. Este é, pois, o grande segredo da preservação humana –a magia da consciência.

E com relação ao próprio tempo, reproduzem da mesma forma a espiral cósmica de aceleração exponencial da evolução natural e cósmica, daí os ciclos das iniciações humanas estarem representadas em muitas escolas pela espiral e suas variantes geométricas e naturais como são o cone e a concha. Tal coisa está esotericamente representada pela Tetraktys pitagórica 4-3-2-1, base simbólica e matemática do Programa Iniciático desta grande Escola de Sabedoria que reúne os saberes esotéricos da Índia e do Egito...

Ruínas da Cultura de Ouro

Da antiguidade Perdida pouca coisa restou incólume, senão alguns dos seus tantos e majestosos monumentos, mormente incompreendidos pelos modernos para quem se trata de esbanjamento de material e de trabalho humano, quando nós sabemos que, na verdade, retratam uma condição de grandeza e de esplendor cultural que merecia ser eternizado e para o qual o homem comum de bom grado oferecia os seus préstimos na esperança de assim se aproximar das praias douradas do Oceano da Infinitude no qual se banhavam os Imortais.Não estamos é claro propondo o resgate de nada disto, o tempo para tal coisa passou e foi bem utilizado. Hoje podemos mais facilmente projetar obras de magnificência cultural, com poucos recursos materiais e muitos conteúdos humanos e ontológicos - algo como o próprio Templo da Humanidade... afinal, o ser humano já está pronto para alcançar a iluminação verdadeira e a decorrente imortalidade da consciência prometida pelas grandes sabedorias e pelas maiores profecias.

Mas também para isto, podemos encontrar referências em tempos mais antigos. Pois da mesma forma como os grandes edifícios antigos resultaram em ruínas soberbas e por vezes até formas quase intocadas –como é o caso das Grandes Pirâmides!-, eles também nos legaram indícios de construções culturais de magnífica sabedoria e unidade, as quais com alguma boa vontade podem ser facilmente reconstruídas e adaptadas pera um Futuro Maior da humanidade...Neste aspecto, nós apelamos para certas culturas que porventura testemunham traços destas grandes edificações culturais, ainda que desfiguradas naturalmente pela poeira das Idades. Falamos da Índia Eterna em particular, onde existe inclusive a noção –retomada pelo Budismo e outras tradições anexas ao Hinduísmo- de que a Roda da Lei não necessita ser reescrita, mas apenas recolocada em movimento...
A este respeito, falamos mais acima da pirâmide numeral da Tetraktys. Ora, estruturas semelhantes se acham disseminadas pelas mandalas hindu-budistas e no calendário mundial do Manvantara, o qual pode ser perfeitamente empregado como um calendário iniciático! Toda a alegoria dos manus e das raças, podem fazer referência –se se quer- aos ciclos esotéricos da iniciação humana.Neste contexto é que entra igualmente o varnashramadharma de que temos tratado amplamente já, como em nossa obra “Brahmanismo - a síntese social“, além de muitas outras matérias e artigos presentes em diferentes obras e na mídia.
A ideia é que o sistema de educação permanente (chamado ashramas) de caráter sócio-iniciático que fundamenta o livre e universal desenvolvimento da consciência segundas as vocações naturais das pessoas, acomodando-as em classes naturais segundo a sua expressa capacitação manifesta, foi a certa altura subordinado às classes de nascimento (tornadas assim castas ou varnas) deixando de ser condicionador para se tornar um simples agregado cultural da sociedade hindu.Não é tão difícil no entanto retirar a poeira das idades sobre tais preciosas estruturas culturais, cabe apenas aplicar incialmente as suas verdades em pequenas sociedades-laboratórios para que readquiram o seu viço e possam mostrar para a sociedade humana a sua beleza e esplendor, na configuração de um novo modelo de humanidade, já que é disto que se trata em última análise todos os verdadeiros projetos sociais superiores.


E aqui entra a chamada “Reabertura das Escola Iniciáticas na Nova Era”, abertura que atua na verdade em dupla-mão, servindo para ingressar e para sair a fim de levar ao mundo as Verdades Eternas da Tradição. Mesmo porque surge agora mais que apenas uma nova era, mas toda uma nova raça-raiz em formação.
Para tudo isto é preciso selecionar pessoas conscientes e que aspiram pelo todo, com vocação holística portanto, agora que vivemos os albores de uma nova grande construção “racial” ou civilizatória. A grande diferença do ciclo humanista, cujas utopias materialistas buscam a “liberdade”, é que no ciclo holístico do mundo o ser humano procura a sua própria integridade. Hoje o planeta não pode mais suportar o liberalismo, de modo que o ser humano deve voltar a se erguer em direção aos céus uma vez mais.



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MAITREYA SANGHA

domingo, 15 de fevereiro de 2015

MEU PEQUENO MUNDO


Houve um tempo quando as pessoas falavam que para conhecer outra nação era necessário realizar longas viagens desafiadoras, onde ao final travávamos contato com culturas diferentes que nos proporcionavam crescimento espiritual e perspectiva de visão.

Hoje porém subo num avião e em instantes chego nos lugares mais longínquos, onde as cidades e os costumes são quase sempre iguais aos que já conheço.

Antigamente se dizia que as cidades eram boas porque estavam habitadas por muitas pessoas conhecidas. Agora contudo temos enormes cidades onde vejo somente estranhos e meu círculo de relações mal ultrapassa o familiar e o profissional.


Soube também de mundos onde todas as pessoas tinham voz ativa sobre o seu destino; neste meu mundo contudo as pessoas são como formigas resignadas a seguir em frente para não ser atropeladas pelas multidões que vem atrás.

Lembro quando falavam da grande diversidade da vida -nas terras, nos ares e nas águas. Por toda parte, biomas variados contendo inúmeras espécies de animais. Agora contudo por todo lado quase só enxergo plantações -e inda assim se fala que existe muita fome no mundo!

Me recordo de uma época onde diziam que pagaríamos penas severas por nossos pecados, e isto nos continha e preservava. Mas hoje o que mais vemos é o incentivo para a gula, o consumo e a luxúria.



Sim, ainda me lembro como os nossos pais falavam da beleza da solidariedade e da compaixão. Agora porém e concorrência e a competição faz das pessoas feras piores do que os lobos e as serpentes.

Até vejo na mídia que existe uma grande produção de riquezas, os governos e os capitalistas lucram cada vez mais. E no entanto neste mundo pequeno ainda faltam recursos para muita gente...

E houve um tempo em que havia o Tempo! Vivíamos como numa eterna infância e nossos dias eram preenchidos pela aventura. Agora porém a correria é tão grande que a pressa se tornou a maior causa das mortes no mundo.

Na escola aprendemos sobre as tantas guerras havidas desde um passado imemorial; hoje contudo uma única guerra bastaria para acabar com todo este mundo...



Também falavam de um mundo enorme que suportaria toda a nossa poluição e devastação, que podíamos ter longamente as nossas riquezas e luxos sem conseqüências.

Contudo, este meu mundo é tão reduzido que bastou algumas poucas décadas para saturá-lo até o seu completo esgotamento!

Sim, este meu mundo era tão pequeno... que acabou.



domingo, 8 de fevereiro de 2015

NOTÍCIAS SOBRE A MORTE DA TERRA : ACONTECIMENTOS FINAIS - GAZETA GALÁTICA DE 2040

De como uma sociedade sequestrou um planeta para num par-de-séculos esgotar a vida do único globo sabidamente animado do Universo.


Chegamos por fim ao fatídico ano de 2040, anunciado pelos cientistas como o ápice da nova extinção-em-massa planetária. Juntamente com todas as restantes formas de vida, a humanidade está praticamente dizimada, ela que se tornara como um câncer incontrolável sobre a face da Terra. Começa assim a lenta recuperação de um planeta agonizante, agora que o “elemento nocivo” que lhe fez tanto mal foi neutralizado.
Incrível como tudo se passou tão rápido – em parte, uma falsa sensação causada pela ignorância e pela ocultação dos fatos até o seu “último momento”. Conhecida há vários anos, apenas em 2015 se começou a divulgar mais amplamente as notícias sobre a próxima -e a mais trágica- Sexta Extinção mundial que se aproxima celeremente, colocando uma interrogação acerca da sobrevivência humana, a qual ainda paira todavia...

Desde a famosa data maia de 2012 anunciada como a mudança dos tempos, passou-se nada mais do que 28 anos até a nova extinção, um ciclo conhecido na Astronomia como o “retorno de Saturno”, trazendo muitas vezes acontecimentos dramáticos na vida das pessoas. Os novos tempos chegam assim com um rigor inaudito, onde ao homem é atribuído um papel definitivo no seu apoderamento sobre o rumo das coisas, do qual ele jamais esquecerá...
O ser humano sempre tão otimista sobre encontrar soluções, revelou-se na prática pifiamente impotente. Pensou em disseminar partículas metálicas para refletir a força do Sol, mas descobriu que elas seriam ainda mais prejudiciais. No fundo -e crendo quiçá na famosa "Teoria Gaia"-, muitos aguardam hoje que a Terra reative algum dos seus grandes vulcões para voltar a resfriá-la, coisa que poderia acontecer a qualquer momento. Este era considerado afinal um dos "sete sinais de que estamos caminhando para uma extinção em massa"Contudo, parece que o planeta não quis mesmo poupar esta humanidade de colher todas as consequências dos seus atos...


A colheita da insana semeadura

Pesou mesmo, na prática, os seus atos e omissões. Amparada pela bandeira do humanismo e por um materialismo “científico”, a burguesia colonialista do Planeta Terra tratou de explorar ao máximo aquele maravilhoso mundo até o seu esgotamento climático em poucas décadas, levando a Biosfera ao colapso completo mediante um aquecimento global sem precedentes, muito superior a todos os picos naturais que anteriormente haviam acarretado extinções em massa no planeta.


Como foi possível chegar assim tão longe? Sabedora que as coisas já tinham ido longe demais, e aproveitando-se do fato de que o aquecimento produzido tarda uns quarenta anos para impactar a atmosfera, a burguesia internacional simplesmente tudo fez para ocultar as informações realmente importantes e significativas sobre a situação –além de buscar “desmentir” sistematicamente as denúncias dos ambientalistas através de seus políticos corruptos, empresários ambiciosos, falsos cientistas e das suas redes midiáticas, ao lado é claro da máquina repressiva dos seus exércitos mercenários e polícias políticas disseminadas pela Terra para conter e constranger opositores-, a fim de que a população não se revoltasse ou colocasse empecilhos nos seus planos terminais de devastação e de exploração, absolutamente irresponsáveis e inconsequentes, mantendo a humanidade embalada no pão-e-circo através de sua poderosa mídia e seu falso liberalismo.
“Só o colapso da civilização industrial pode prevenir uma mudança climática descontrolada”, disseram alguns doutores nos últimos anos, levando aos poucos a uma desmobilização dos parques industriais“O grande problema da humanidade é não saber trabalhar com o cálculo exponencial”, afirmaram outros. Sabia-se que toda a evolução trabalha com a aceleração. Mesmo a sociedade industrial o fez quando buscou taxas de crescimento contínuos. Porém, ela nunca quis calcular as consequências ambientais disto...


Outras ideologias importantes da época vieram ao seu apoio. No próprio “Manifesto Comunista”, Marx-Engels apenas fizeram elogiar a frieza da síndrome desenvolvimentista da burguesia mundial, desprezando sistematicamente as visões “idílicas” das classes sociais mais antigas, e sem uma palavra sequer contra o colonialismo, e muitas pelo contrário: “Pela exploração do mercado mundial a burguesia imprime um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países. Para desespero dos reacionários, ela retirou à indústria sua base nacional.”
E sentencia: “A burguesia só pode existir com a condição de revolucionar incessantemente os instrumentos de produção”. Elogiando a industrialização e a urbanização mais radical que “arrancou uma grande parte da população do embrutecimento da vida rural”, afirma apenas que as riquezas criminosas assim produzidas deveriam ser melhor repartidas com os trabalhadores ou que estes deveriam afinal se apoderar -utopicamente- dos próprios meios-de-produção.

O ser humano mexeu em coisas que não conhecia em absoluto. O nome disto é irresponsabilidade. E irresponsáveis devem ser tutelados. Por isto a burguesia e o proletariado foram por muitos milênios controlados pelas classes sociais mais refinadas e espiritualizadas, ou estas trataram de fomentar o seu esclarecimento e evolução cultural. 
As antigas sociedades e civilizações também devastaram significativamente o planeta através da ocupação intensiva, porém nenhuma delas chegou ao ponto de destruir a própria atmosfera do planeta.
Por isto muitas nações arrependidas bradaram em conjunto:



Este mundo não era uma lixeira, senhores industriais e prezados “materialistas históricos”! 
Este mundo era o único lar para o ser humano conhecido em todo o Universo.

Está por isto decretado o fim do dinheiro no Universo.
Está decretado o fim de toda a industrialização depredadora.
Está decretado o fim do racismo explorador.
Está decretado o fim da luta-de-classes que cinge as nações.
Está decretado o fim do materialismo histórico cego.
Está decretado o fim do colonialismo cultural no Cosmos.


Acontecimentos finais

E que destino teve a Humanidade –ou do que dela restou?
Pobre raça humana. Dentre todos as barbaridades que atravessara ao longo de sua história e evolução, jamais poderia sonhar que tais horrores poderiam acontecer em tão pouco tempo.

Naquele momento valeu como nunca a enorme capacidade de adaptação do ser humano, mais especialmente a sua natureza onívora, já que comer musgos e terra passou ser o mais comum e corrente. A vegetação não resistiu ao enorme calor e à falta de outros elementos atmosféricos. Com isto se rompeu toda a cadeia alimentar. 

O suor da Terra são as chuvas, e com o rápido aquecimento o planeta respondeu como faz um organismo à febre, com grande transpiração ou, no caso, chuvas torrenciais, capaz de gerar grandes transtornos nas estruturas humanas e na própria Natureza. Por excesso ou por falta de água, as grandes cidades ficaram cada vez mais inabitáveis. Havia também crise de energia, insegurança e vandalismo, falhas no abastecimento dos alimentos (por diferentes razões) e sempre muito calor.
Ademais, com a acidificação dos Oceanos e a poluição atmosférica, as chuvas também ficaram ácidas, destruindo a vegetação e poluindo ainda mais os rios matando peixes e anfíbios, além de causar inúmeros problemas para a saúde humana. Entre muitos outros problemas ambientais causados pela interferência humana na frágil e complexa teia-da-vida especialmente a partir da industrialização.

A extinção de insetos polinizadores pelos inseticidas e pelos transtornos climáticos, foi um dos fatores mais dramáticos para a brusca perda de produtividade dos alimentos. A Lei Marcial foi imposta pela própria população, para proteger a pouca vegetação e os seres vivos que resistiram. Em meio a tanta fome e restrição, se redescobriu que os jejuns eram capazes de curar quase todos os males, este foi um renascimento das práticas medicinais naturais.
Matar um animal silvestre era punido com a morte, e no final ingerir vegetação natural também era permitido apenas a uns poucos, sobretudo doentes e crianças. Embora muitos não fossem nada rigorosos em reprimir o canibalismo, especialmente sobre aqueles que eram condenados por “anti-ambientalismo’’. Havia boatos sobre campos-de-concentração, onde eram mantidos os prisioneiros de guerra e as pessoas rejeitadas pela sociedade.


           

Assim que a crise eclodiu de vez, todo tipo de doutrina, filosofia e ideologia “verde” apareceu e se destacou, dominando a política, as ideias e a própria religião. Os Partidos Verdes assomaram em inúmeras nações, assim como retornaram os Nacionalistas de distintas acepções, destacando os seus princípios protecionistas e soberanistas. Sob pressão popular, os partidos nazistas também foram tirados da clandestinidade, para expressar a xenofobia crescente ou apenas para defender as nações sob pressão. Muitos porém se popularizaram por adaptar as suas bandeiras. Na Europa, em pouco tempo o Naziverdismo adquiriu força descomunal, e se especulava como estaria o mundo ambientalmente se o Eixo tivesse vencido a Grande Guerra. Idealizava-se um Fürer “esteta” e “paisagista”, amante das antigas míticas naturalistas...


                

Fora os confrontos reais entre os "recoloridos" nazi-fascistas e os "melancias", uma das grandes contendas intelectuais era entre um novo “materialismo verde” e o verdadeiro holismo, uma vez que muitos desejavam experimentar a espiritualidade diante do espectro da morte que assolava o planeta. Aqueles eram então chamados de “sepulcros caiados” e “melancias”, e estes eram chamados de “supersticiosos” e “retrógrados”. Porém, os capitalistas e os materialistas já não tinham mais forças ou moral para combater e denegrir a ninguém ativamente. Os caminhos para a libertação das cadeias ideológicas pareciam abrir-se uma vez mais, e os anarquistas pensavam que por fim as suas utopias iriam poder aterrissar no planeta.


Os confliros finais entre as sociedades e as nações 

Parece contudo que nos últimos momentos as paixões religiosas (e em certa medida também as políticas) refluíram completamente. Algumas grandes religiões passaram a lutar entre si, senão para herdar os despojos da Terra, ao menos para que seus adversários não viessem a dominar um possível mundo futuro. Os mais indignados e os materialistas, por sua vez, estavam determinados a não permitir que nenhuma destas antigas forças sobrevivessem. Falava-se novamente em “Solução Final” e nas “Invasões Bárbaras”. Logo se viu recrudescer as mais cruentas das Cruzadas, mesmo que o petróleo já não fosse uma moeda viva naqueles dias, até pelo contrário, era chamado de “cobiça maldita da humanidade”.
Para buscar conter esta situação insustentável, os sábios de todo o mundo realizaram assembléias ecumênicas para procurar as soluções. Até que alguns sugeriram que as religiões do passado deveriam reconhecer as profundas mudanças mundiais existentes –globalização, crise ambiental, etc.-, e mais ainda, todo aquele mundo que se conhecia parecia estar rapidamente se transformando... E que as antigas doutrinas deveriam tratar de ajustar e relativizar os seus dogmas passando a focalizar mais algo novo, presente no seu bojo inclusive: as suas profecias. Afinal, parece que a hora realmente soava para tanto, um novo grande desafio pairava no ar, e respostas deveriam ser encontradas. Estas ideias abriram novas perspectivas para o convívio entre as civilizações e para cada ser humano. No mais, as pessoas não podiam ignorar estar sendo instrumentos para toda esta destruição, da qual seguramente as suas crenças mais remotas não poderiam lhes absolver...

No final contavam-se aos milhares apenas os seres humanos que conseguiram sobreviver em cada continente da Terra (especialmente sob o abrigo das antigas grandes florestas, em vales e depois nas cavernas), muitos deles remanescentes de antigas sociedades habituadas a condições precárias de existência, entre todos aqueles que pereceram pelas causas “naturais” críticas e a poluição, senão pela fome ou em epidemias sem qualquer forma de controle, pela violência selvagem e perseguições, ou praticaram suicídio-em-massa ou foram “justiçados” pela população por haverem praticado ou colaborado ativamente na poluição e na devastação ambiental.

Na verdade, tal como ocorrera na Idade Média, a pouca ordem que restara estava delimitada aos ambientes espirituais, mosteiros e aldeias fortificadas pela própria população, uma vez que quase toda a polícia política e os exércitos profissionais também desertaram ou foram aniquiladas pela população, nas fracassadas guerras-de-ocupação ou até por forças invasoras. Se tornou difícil seguir contratando mercenários quando o dinheiro deixou de ter valor –na verdade, em muitas partes ele se tornou um anti-valor, mostrado como o grande Símbolo do Mal. A grande economia se desestruturou e as sociedades passaram a adotar sistemas-de-troca e de partilhas. Os bunkers e os refúgios dos antigos milionários (sendo muitos deles ex-políticos) eram sistematicamente procurados por patrulhas populares em busca de recursos alimentares e para punir os proprietários. Praticamente não se exerceu mais a política, e o Planetarismo foi visto como uma nova forma global de Nacionalismo, numa defesa interna da Terra comum e da espécie humana.

Quando as crises ambientais realmente se instalaram, a revolta foi muito grande. A população se rebelou contra os seus governos e as nações se voltaram umas contra as outras. Alguns países ainda quiseram praticar invasões para explorar e colonizar ainda mais cruelmente, porém os protestos internos e as revoltas contra os países mais poluidores e colonialistas adquiriu tal vulto, que eles tiveram que desistir dos seus intentos. Na verdade, logo se inverteu mesmo esta tendência, de modo que as antigas nações ricas se tornaram alvo de incontáveis hordas furiosas que se julgavam justificadas a invadir, destruir e chacinar aquelas antigas sociedades abastadas, que tantas vezes construíram as suas fabulosas riquezas às custas do colonialismo e da exploração irresponsável do meio-ambiente.
Esta perseguição era estimulada por vingança, ou até por necessidade, no entendimento de muitos. Era comum encontrar nas cidades panfletos com dizeres como: “Você já caçou um capitalista hoje?” Outros iam mais longe dizendo: “Você já caçou o seu materialista hoje?” Todos os pontos-de-interesses sabidamente imperialistas eram atacados e destruídos –lojas, empresas, negócios. Os anarquistas e os eco-guerrilheiros se multiplicaram em ações de sabotagem e bloqueios às estruturas econômicas e civilizatórias. Nenhuma polícia era tolerada nas ruas, as gangs se uniram às várias militâncias politizadas para combater as forças de repressão. Guerrilhas, emboscadas, atentados e sequestros eram coisa corrente, até que a morte falou mais alto e as pessoas-de-bem começaram a organizar melhor a sua rebeldia, procurando mais a autonomia do que o simples protesto ou o vandalismo.


Diante do espectro da morte inevitável ou da vida miserável, o antigo ideal da “morte digna” ressurgiu para milhões, concedendo uma força especial a inúmeros bravos guerreiros de Gaia. Era preciso deter a qualquer custo este terrível incesto de violar a Mãe Terra incontrolavelmente, em operações que nenhuma nação moderna poderia se declarar inocente. Paradoxalmente, a humanidade iria pagar com a sua própria vida o uso dos fósseis antigos, reabastecendo com seus bilhões de corpos as entranhas da Terra...
Dizia o povo simples então aos seus opressores: “- Nos roubaram a alma, nos sequestraram o corpo e agora querem tirar até o nosso planeta...!? Filhos do Diabo, mensageiros malditos do inferno.” Era uma velha lição a ser reaprendida –e a que preço!: a da unidade das coisas. Longamente o ser humano irá conviver com os destroços da sua “civilização científica”, para não esquecer as consequências da ilusão e do afastamento da integridade humana.
Muitos e muitos se perguntavam, jogando os braços para o céu: "Porque tudo isto, meu Deus, porque?!?" -como se "Deus" tivesse alguma responsabilidade nisto tudo, a não ser aquela de conceder ao ser humano o livre-arbítrio. Aqueles que amavam a sabedoria sempre respondiam o mesmo: “-É que esquecemos profundamente da vida real.” Isto enfurecia, naturalmente, aqueles que até há pouco se julgavam detentores absolutos da ideia do “real”.

A transição e o destino dos sobreviventes

Naquelas condições, a maior parte das pessoas projetava as suas últimas esperanças numa “outra vida”, e os céticos já quase nem as criticavam mais, eles que, quando não se “convertiam” muitas vezes morriam de depressão, eram imputados e mortos, ou se dedicavam desesperadamente a ajudar a humanidade das formas como podiam, em busca da própria redenção ou por qualquer boa fé remanescente.
Em função disto, nos últimos tempos a Terra também assistiu o reflorescimento de uma autêntica espiritualidade. Muitos concluíram que a escola formal era parte do estamento de alienação pessoal e de exploração humana e da destruição da Natureza. Os jovens passaram a abandonar em massas as escolas, optando pelo trabalho em vilas ambientalistas e a dedicar-se à espiritualidade.

Muita gente teve a percepção de que o mais importante seria aproveitar o tempo que ainda havia para se dedicar à Natureza e buscar uma preparação espiritual profunda, sabendo que o planeta teria doravante poucas condições de receber muita gente para reencarnar, que os processos espirituais da grande maioria ainda eram incipientes, e que quase todos moviam-se todavia entre muitas crenças e superstições. Será este um grande aprendizado e uma oportunidade de encontrar caminhos de equilíbrio e acima de tudo a necessária humildade e modéstia ante forças que não controlamos, como aprendizes de um mundo no qual como humanos não somos sequer os seres mais importantes.
De início apareceram muitos falsos profetas e oportunistas, como seria de se esperar, porém os farsantes e os aventureiros logo foram denunciados ou saíram de cena, face a gravidade do quadro instalado, onde as pessoas faziam questão de obter respostas consistentes e estavam dispostas a fazer esforços especiais, sujeitas como estavam já a tantas austeridades e privações...
O franciscanismo foi revalorizado como religião popular e o xamanismo se tornou quase unanimidade entre os místicos e esotéricos. As grandes respostas vieram porém através daqueles que souberam atender o Chamado pelo Santo Graal ocorrido sob as sombras da Guerra Fria, quando alguns optaram pela “ida para o deserto” ao invés de aceder ao tirano ou de confrontar os grandes opressores, onde trataram então de realizar uma formação holística especial através de uma Cultura Alternativa, contribuindo ocultamente também para o final daquele conflito e depois para a reorientação da humanidade através de sínteses fundamentais.




Através destes se organizou rapidamente as novas cidades sustentáveis -comunidades fraternais onde não se fazia nenhuma acepção de pessoas-, visando preparar a transição planetária. Ali todos se dedicaram intensamente ao reflorestamento, assim como à busca criteriosa da iluminação completa através das técnicas mais precisas e velozes. De modo que muitos conseguiram alcançar a libertação a tempo -isto é, antes de falecer ou do planeta se esgotar.
Todos aqueles que estavam nas verdadeiras sendas de luz e bebendo dos Ensinamentos mais abençoados, se reconciliaram por fim com Deus (ou com as “fontes cósmicas”), através da busca das Harmonias Universais. Estes sempre encontravam conforto nas adversidades da maneira mais misteriosa: refrigério no calor, companhia na solidão, repouso na fatigues, alimento na privação, sabedoria na humildade. E muitos mistérios de outros mundos, universos e dimensões também se lhes descortinavam dia após dia. 
Secretamente, entre lástima e consolo, estes filhos do novo tempo se regozijavam de saber que estivessem onde estivessem eles estariam amparados pelos céus, ao passo que os seus perseguidores jamais abandonariam o inferno e a condenação por mais exércitos que pudessem contar. Na simplicidade e na Natureza, na fraternidade e na luz do espírito, eles encontravam a sua paz e a sua fortaleza. E podiam dizer com Epicuro:As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo".

Pouco a pouco, o ser humano reaprendia que o planeta é apenas e tão somente um ninho, para se aprender despojadamente a voar para o infinito. E que não obstante deve ser zelosamente cuidado, porque se destina a muitas e muitas gerações para cumprir a tarefa cósmica da semeadura das almas e dos mundos distantes.
Por isto, naqueles dias de dor houve também grandes encontros e inesperados reencontros, em meio a tanto sofrimento profundas alegrias foram experimentadas; depois que os seres humanos pactuaram que deveriam ser mais humildes e redirecionar o seu livre-arbítrio para coisas mais positivas e equilibradas. Finalmente, os trilhos do destino estavam sendo reencontrados, e o ser humano já não precisaria ter tanta pressa. O tempo seria seu amigo uma vez mais.

As profecias mostraram-se ao final tão precisas que praticamente substituíram uma descartável Ciência, falsa doutrina sujeita aos mais levianos humores humanos, que acabou servindo apenas para se auto-aniquilar. Uma das principais ordenações populares que cedo emergiu, foi obrigar os técnicos e os cientistas a desmantelar ou isolar toda as estruturas tecnológicas sofisticadas perigosas, especialmente as centrais nucleares, além de desmantelar as grandes hidrelétricas na medida do possível.

Nada disto era de todo desavisado. Os antigos persas diziam que a cada 12 mil anos acontece um diluvio mundial, alternando-se entre um de fogo e outro de água (São Pedro também recorreu a uma linguagem muito semelhante, em II Pe 3:5-7) -e segundo Platão, faz quase 12 mil anos que ocorreu o último Dilúvio-de-Água, aquele sob o qual pereceu a Atlântida. Os próprios astecas declararam que o mundo atual terminaria “em fogo e terremotos (comumente associados a vulcões)”, ideia que existe na verdade em quase todas as Escrituras do mundo: no Alcorão, nos Puranas, na Torah, etc. Nem por isto, o ser humano tratou de evitar as causas que poderiam levar a isto, ele que poderia tê-lo-feito, mas que fora tão soberbamente cético quanto às profecias, o que representa a suprema das ironias!
O anunciado Juízo Final de fogo pode se revelar pois totalmente exato até com variantes, entre os incêndios contínuos que varriam o planeta, as secas endêmicas irremediáveis, o calor tórrido difuso, a poluição acumulada e ampliada pela liberação do metano inflamável, os vácuos atmosféricos da camada de ozônio, as guerras até atômicas e as revoltas disseminadas, além das diversas enfermidades. Tudo isto e mais a virtual extinção da vegetação das terras e dos oceanos extremamente aquecidos, redundou no baixo teor de oxigênio que sugava a vitalidade da população, impedindo contudo maiores explosões.


Com tudo isto, a predição apocalíptica sobre “as pessoas desejarem morrer e não conseguir” também sucedia lastimosamente. Não havia refrigério sobre a face da Terra. O calor escaldante daqueles dias fazia com que as cavernas mais profundas fossem violentamente disputadas. A pele das pessoas ressecava e quebrava em feridas. A desidratação era a morte mais comum e os fetos não conseguiam se desenvolver.
Mas não foi apenas isto. A população revoltada buscava caçar os principais responsáveis pela destruição ambiental. Muita gente era mantida como escrava, devorada ou torturada com requintes de crueldade. Tudo isto aconteceu naqueles últimos anos, as piores barbáries, mas também grandes aprendizados e muitos gestos nobres e engrandecedores.

Sem o aprendizado e o desenvolvimento de novos dons humanos, a espécie seguramente não sobreviveria. Treinamentos com o jejum e o respiratorianismo (o “viver de luz”, que alguns preferiram com o tempo rebatizar pelo mais abrangente “viver de amor”) se revelaram ao final cruciais para a sobrevivência humana. A possibilidade da mudança dos paradigmas da consciência estaria abalizada pela Ciência desde as configurações da Física Quântica, porém a inércia cultural e a atrofia econômica impediram a disseminação de novos comportamentos.



Também merece observar que, desde a virada do milênio e em especial no contexto de 2012, foi anunciada a chegada da Sexta Era solar e sua nova humanidade (tendo por berço as Américas, como dizia o Teosofismo sobre a vindoura Sexta raça-raiz) –da qual a chamada “Sexta Extinção” seria uma analogia-, sujeita a provações de ordem especial por estar destinada a ativar a chakra cardíaco através da quarta iniciação, denominada “a crucificação espiritual”, cujas chaves são ideias como o INRI ou igne nature renovatur integra, “a natureza se renova mediante a ação do fogo”. Este grau sujeita o iniciado à destruição parcial dos corpos físicos e demanda um grande esforço através da auto-cura espiritual. A nova extinção planetária trataria de oportunizar –ou exigir- este esforço coletivo e espiritual dos filhos dos homens, a fim de adquirir superior estatura e autonomia espiritual.

A geração que nasceu em torno de 2012 e cresceu ouvindo falar sobre a Sexta Extinção, foi de certa forma capacitada para enfrentar esta dramática situação. Por isto os sábios disseram aos pais desta geração: “Não escondam os fatos futuros de seus filhos, não tentem poupá-los por nenhum motivo, por mais dura que seja a realidade, por que isto sim poderia ser fatal para a sobrevivência humana: antes, eduquem-nos para aquilo que virá, porque este é o seu destino. O ser humano muito pode se for treinado e preparado para tal. Esta é a última geração que receberá os nutrientes necessários à vida humana normal, coisa importante para 'aclimatar' a espécie para as suas novas transformações."

Ademais, a informação correta possibilitou que muitos fizessem os preparativos espirituais necessários para a consolidação e a liberação da consciência, através da iniciação e da iluminação verdadeira, alcançando assim a tão almejada imortalidade da alma, meta suprema da condição humana como tal. Através disto, até mesmo a tão desejada “ascensão espiritual” poderia ser procurada...

Conclusões 


Representa uma hipocrisia inominável o autoproclamado homo sapiens sapiens afirmar haver se tornado um “colaborador da Natureza” em relação ao homem primitivo dito “predador”, depois que os recursos naturais deixaram de ser suficientes para a sua sobrevivência pelo duplo-motivo do 1. esgotamento ambiental destes recursos e do 2. crescimento populacional excedente -e não obstante ainda seguir devastando de tal maneira todo o planeta..! E a bem da verdade completa, várias sociedades “primitivas” adotaram muitas vezes formas de vida autosustentáveis a tal ponto de subsistir muito mais do que as subespécies e culturas posteriores e ser apenas por estas dizimadas estúpida e covardemente.

Ademais, jamais se concretizou a possibilidade de contatar outros planetas com vida semelhante (ou que estas viessem resgatar os “eleitos” como queriam alguns) e nem de criar condições salutares para a vida humana em outras partes do sistema solar. As últimas expedições extraplanetárias tinham o propósito de investigar esta hipótese mas apenas restou a frustração e a impostergável necessidade do ser humano defrontar-se consigo mesmo.
Enfim, tal como nas suas cinco extinções anteriores, a Terra não morrerá de todo, apenas eclipsou ou hibernou profundamente, como num coma profundo. As extinções biológicas seriam como as “mortes virtuais” que acontecem todo tempo na própria Natureza (como na morte de uma árvore ou de um ser animado que vive na sua descendência), e onde restam apenas sementes de vida para repovoar o planeta de uma nova maneira, sem dúvida cada vez mais frugal. Alguns até veem isto como formas cósmicas de Iniciações Planetárias, dada as provações pelas quais passa a humanidade periodicamente.
No final, se verá que para a reduzida população restante, não será tão difícil encontrar alguns refúgios aqui e ali, até que o planeta comece a mostrar novamente algumas ilhas de fertilidade. E então tudo possa recomeçar novamente rejuvenescido, dentro de uma nova volta da eterna espiral dos tempos.


Para saber mais: 
Cientistas preveem extinção da humanidade até 2040 (video com entrevista completa)
Começaram as Últimas Horas da Humanidade (video)
A Sexta Extinção em massa
Metano na Plataforma do Ártico Siberiano Ocidental (video)

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